A dama louca quer estrangular seu choro. Ela não leva relógio no braço e tem dúvidas de que horas desaparecer seria melhor. Seu relógio com ponteiros peculiares e animalescos poderia trazer também mais respostas: em que momento o caramelo chega ao fim? Talvez só no final do texto o caramelo chegasse ao fim. Quem sabe até o texto não tenha fim, e fique o azedume na boca de um doce eternizado no imaginário. E assim doce ou bala ou tiro nenhum faça velar a morte da dama louca e sua vermelha boca. O que resolve mesmo é alugar. Alugar papel, alugar a bebida, alugar um lugar. E, por favor, tudo mais que for próprio para ocasião. Alugo-te amigo, para contar que tudo vai mal, e que tudo é o todo lugar relativo que se possa pensar. Então pense aí, Baby, num prato do dia mal temperado, pra aquele quem tem fome de tanta coisa.
Sou coisa, sou muito, sou tudo, sou tanto, sou talvez, sou quem sabe, sou só aquilo que não sei o que é.